MONGE COPISTA E SEU LIVRO COPIADO
(foto por José A. P. Costa, o original vc confere AQUI)
Quando o assunto é mensurar o conhecimento, o que é que realmente importa? Aquela pessoa que tem tudo anotado em seu caderno ou aquela que aprendeu tudo o que o outro anotou no caderno mas nem caderno tem?
Depois dos últimos acontecimentos estou refletindo se vale a pena continuar nesse caminho.
Por que?
De que adianta você contribuir, de que adianta você saber e digo mais: de que adianta você querer aprender se não se encaixa no perfil?
Me desculpe, mas pra mim isso é uma questão de perfil, só pode ser. E perfil arcaico, muito arcaico. Volto a minha revolta com o AVA... e digo: continua arcaico.
Os meios evoluiram mas a visão de construção do conhecimento continua arcaica...
E vou deixar aqui dois vídeos para pensarem um pouco mais sobre o porque de achar tudo isso muito fora do meu universo (lamento por só ter eles em inglês, mas no Brasil mal se fala disso):
Este fala muito da vida de universitários...
E este vai falar do que meus filhos também um dia vão reclamar se as coisas continuarem no mesmo caminho:
Eu só quero entender que meio é este de mensurar o conhecimento de uma pessoa, que caminho é esse que só me aceita se meu conhecimento se manifestar por um meio comum...
Se fosse pra fazer minhas avaliações por aqui, por exemplo, escreveria 3 vezes mais do que manualmente, linkaria com trocentos sites que li para chegar a uma conclusão....
Mas vou voltar pra realidade, onde tudo é no papel e só o que está no papel conta... mesmo que tenha alguém que esteja de corpo presente em todo o tempo, mas totalmente ausente de participação e você participe mais do que ela, mesmo estando ausente em determinados momentos... não se engane: o corpo presente mas totalmente ausente vai passar adiante e você vai ficar pra trás...
Vida torta me irrita...
E vou só fazer um comentário pertinente: quando entrei na faculdade, em 2002, me sentia um monge copista, porque anotava tudo que falavam, tinha um caderno com milhares de coisas que não me diziam nada, não era o conhecimento que eu havia construído e sim, a forma de pensar sobre o assunto de outra pessoa, anotada por mim, em folhas do meu caderno. Quem for estudar mais a história, vai se deparar com o questionamento do real papel dos monges copistas na Idade Média e terá um mesmo questionamento, que possivelmente levará a esta conclusão: alguns monges só copiavam os livros para outras pessoas, enquanto outros faziam cópias dos livros para que pudessem ter acesso ao conhecimento dos livros raros.
Te deixo uma pergunta: que tipo de monge copista você é?
Beijones



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